Comunicação interna nas melhores empresas para trabalhar

Por Rachel Buzzoni

Auditório lotado e olhares atentos. Na última sexta-feira, 25 de novembro, gerentes de comunicação e de recursos humanos de várias empresas participaram do seminário A Comunicação Interna nas Melhores Empresas para Trabalhar, realizado no Centro Cultural Vivo.

 

Organizado pela Mega Brasil Comunicação, o evento partiu da premissa de que, se algumas empresas são consideradas as melhores para trabalhar, devem ser, também, as melhores para se comunicar.

 

Para exemplificar como isto ocorre na prática, o seminário trouxe sete exemplos de empresas vencedoras em suas categorias no conceituado Guia Você S/A Exame As Melhores Empresas para Você Trabalhar 2011.

 

Marcas consideradas veteranas como Whirlpool, Bradesco e Monsanto, que estão na lista há mais de 10 anos, foram representadas por profissionais que trouxeram cases e modelos de como se pensar a comunicação interna, mesmo frente a diferentes contextos organizacionais.

 

As apresentações foram consistentes e abrangeram assuntos semelhantes, porém vivenciados por empresas de diferentes setores. Canais internos efetivos, por exemplo, que vêm mudando com o passar do tempo foram apenas um dos temas discutidos.

 

De acordo com Juliana De Mari, diretora de redação da revista Você S/A e do Guia As Melhores Empresas para Trabalhar, as visitas da equipe realizadas nas empresas do ranking demonstraram que, além da atuação de presidentes e diretores como agentes de comunicação, muitas organizações estão montando seus próprios comitês de comunicação, nos quais funcionários se reúnem para discutir, periodicamente, o que a empresa está comunicando e como está sendo efetiva esta prática – o que já é realizado pelo Grupo Máquina regularmente.

 

Na palestra de César Rua, gerente de comunicação interna do Grupo Telefônica, o assunto mais abordado foi a questão da forte integração entre a área de recursos humanos com a área de comunicação, além da participação dos próprios funcionários como disseminadores de conteúdo. Atualmente, o Grupo permite que algumas matérias internas sejam compartilhadas pelos próprios funcionários, em seus perfis pessoais nas redes sociais como Facebook e o microblog Twitter.

 

Programas de voluntariado e ações de cidadania foram exemplos de como a comunicação interna ganhou força dentro do Hospital Albert Einstein. Já no caso do Bradesco, o diferencial foi aproximar, tal qual no banco Itaú, a área de comunicação interna com o maketing, promovendo ações de endomarketing ‘face to face’ e não apenas via canais online.

 

Além de todas as outras palestras, o grupo reunido ainda levou boas lições sobre como treinar a Coragem de Ouvir e aperfeiçoar a lógica do “E”, e não apenas a do “OU”.

 

Para demonstrar como este modelo pode ser empregado e funcionar na prática, Paulo Nassar, professor e diretor geral da Aberje, comentou que comunicar em tempos pós-modernos exige distinguir o que é prioridade. Atualmente, segundo ele, há uma guerra de narrativas, na qual empresas fazem várias campanhas ao mesmo tempo e bombardeiam os colaboradores com informações desencontradas e em vários formatos.

 

Claro que mudanças existem, que fusões e aquisições sempre vão acontecer e que toda organização está sujeita a crises de imagem, porém é preciso compreender que a comunicação existe pela mudança e pelo fluxo constante que se manifestam socialmente. Ainda de acordo com Nassar, o conflito é uma de suas matérias primas e, para lidar com ele, a comunicação precisa estar baseada em constante ritualização.

 

 

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