O Olhar de fora

*Por Valdete Cecato

No competitivo mercado de comunicação corporativa, ganham as agências que se anteciparam e cujos profissionais conseguem levar aos seus clientes cenários, análises e informações que realmente façam a diferença nos negócios. Para diretores e gerentes de comunicação, contar com um parceiro que tenha essa capacidade pode significar pontos no seu crescimento político dentro da organização.

O resultado dessa combinação de interesses será uma valorização dos serviços prestados pelas agências e seus profissionais. Mas o que seria essa leitura, esse olhar de fora? É simples. Em agências como a Máquina circulam centenas de informações todos os dias. Há total acesso aos meios de comunicação, produtos são editados e existe o “o algo mais”: os seus profissionais se movimentam no mercado, conversam com outras pessoas e têm percepções inteligentes sobre muitos assuntos.

Esses dados, aparentemente tão informais, podem fazer uma diferença enorme na relação com o cliente e sua interface, na construção do cenário para o seu negócio, nas suas decisões… O cliente tem todo o interesse em saber se determinada notícia saiu no jornal ou no blog mas, mais do que isso, quer a opinião dos profissionais da Máquina, o que eles recomendam, como relacionam o que foi publicado com o momento político, com o seu concorrente…, com o mercado e qual o impacto que terá na captação e retenção de seus talentos. As análises qualitativas e quantitativas de aparição na mídia refletem o que já foi feito e são essenciais para a prestação de contas mas são parte do passado e tendem a contar cada vez menos na hora de renegociar contratos que miram o futuro.

Nesse momento, pesam cada vez mais os diferenciais, a participação que os profissionais tiveram na definição de cenários, na ajuda à leitura e formulação de pesquisas, na construção de soluções melhores em comunicação e relacionamento com os públicos de interesse de seu cliente e no alinhamento com a sua cultura e identidade.

Há empresas que investem um dinheirão em pesquisas e utilizá-las na formulação de estratégias de comunicação ajuda muito. Os clientes não querem mais planos e recomendações que não tenham uma base sólida e descasados com o seu planejamento estratégico.

Lembro de um caso de repercussão na mídia exemplar aqui na Máquina. Enquanto nós o comemoramos, o cliente não viu resultado algum porque o público que deveria ser atingido não foi. Era um caso clássico onde deveríamos ter embasado o nosso plano em pesquisas que mostravam os públicos que deveriam ser atingidos e, a partir disso, definir os meios e a mensagem adequada. E o cliente em questão realiza muitas pesquisas que poderíamos ter consultado se tivéssemos parado para pensar. Esse novo cenário pode parecer muito angustiante mas é absolutamente desafiador porque exige inteligência, perspicácia, coragem e malícia. E quem não gosta de ser reconhecido por, pelo menos duas, dessas qualidades? A rotina, o press release e sua pulverização continuarão e haverá profissionais felizes e agências sob medida para atender a essa demanda do mercado.

No entanto, quem busca um diferencial e um constante crescimento não tem outra alternativa a não ser enveredar pelo caminho daqueles que contribuem com o “seu olhar estrangeiro” para o negócio do cliente. A Máquina, como todos nós sabemos, optou por esse caminho faz tempo.

*Valdete Cecato é Consultora de Projetos Institucionais do Grupo Máquina.

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